Benefícios corporativos

Trabalho híbrido: como manter o engajamento do time

O que os dados dizem sobre engajamento no modelo híbrido e seis práticas para o RH manter o time conectado dentro e fora do escritório.

Pessoa trabalhando no notebook no sofá com um cachorro ao lado

Manter o engajamento no trabalho híbrido depende menos de quantos dias a pessoa vai ao escritório e mais de como esses dias são usados. Combinados claros, gestores que conversam com frequência, encontros presenciais com propósito e atenção à rotina em casa fazem a diferença. O híbrido não engaja sozinho. Ele precisa ser gerido.

A seguir: o que os dados mostram sobre engajamento no híbrido, seis práticas para o RH e os erros mais comuns.

Resumo rápido

  • 88,7% das empresas brasileiras pesquisadas pela MDS Brasil adotam o modelo híbrido (2025).
  • No mundo, 25% dos colaboradores em modelo híbrido estão engajados, e 24% relatam solidão diária (Gallup, dados de 2025).
  • Os gestores são a peça-chave, e só 22% deles estão engajados (Gallup, dados de 2025).
  • A rotina em casa conta: filhos, pais e pets fazem parte do dia de trabalho.

O que é engajamento no trabalho híbrido

Engajamento é o envolvimento e o entusiasmo da pessoa com o trabalho e com a equipe. No modelo híbrido, em que o colaborador alterna dias no escritório e em casa, esse vínculo precisa ser construído nos dois ambientes. Não basta medir entrega. É preciso cuidar de conexão, clareza e bem-estar.

O que os dados mostram sobre o híbrido

O híbrido virou regra em muitas empresas. Segundo a Pesquisa de Benefícios 2025 da MDS Brasil, com mais de 600 empresas, 88,7% adotam o modelo híbrido, e 45% oferecem dois dias remotos por semana.

Os dados globais da Gallup, no relatório State of the Global Workplace 2026 (dados de 2025), mostram que o modelo de trabalho influencia o engajamento:

  • Totalmente remoto: 30% engajados.
  • Híbrido: 25% engajados.
  • Presencial, em função que poderia ser remota: 24%.
  • Presencial, em função que não pode ser remota: 17%.

O híbrido fica no meio da tabela, mas tem um alerta. Na mesma pesquisa, 46% dos colaboradores híbridos relataram estresse em boa parte do dia anterior, e 24% relataram solidão, empatados com os totalmente remotos no índice mais alto.

No Brasil, o engajamento medido pela Gallup é de 32%, acima da média global de 20%. E o Engaja S/A 2025, da Flash com a FGV EAESP, apontou o modelo remoto ou híbrido como a prática que mais engaja os brasileiros. O mesmo estudo registrou queda na avaliação do ambiente de trabalho desde 2023, em parte pelo retorno mais intenso ao presencial. Ou seja: flexibilidade é valorizada, e mudanças mal comunicadas cobram seu preço.

Como manter o engajamento no trabalho híbrido

1. Combine regras claras e explique o porquê

Defina quais dias são presenciais, se são fixos ou flexíveis e o que se espera de cada modelo. Mais importante: explique o motivo. "Terça é presencial porque é o dia do planejamento do time" engaja mais do que "terça é obrigatória".

2. Dê propósito aos dias presenciais

Ninguém quer atravessar a cidade para passar o dia em videochamada. Reserve os dias no escritório para o que funciona melhor junto: planejamento, resolução de problemas, integração de pessoas novas e momentos de convivência. Deixe o trabalho de concentração para os dias em casa.

3. Prepare os gestores para liderar a distância

O gestor é quem traduz a política no dia a dia. Segundo a Gallup, só 22% dos gestores estavam engajados em 2025, pouco acima dos 19% dos demais colaboradores. Gestor desengajado dificilmente engaja o time.

Ofereça treinamento prático: como fazer conversas individuais, como dar feedback por vídeo e como perceber sinais de sobrecarga. Uma conversa individual de 30 minutos a cada duas semanas é um bom ponto de partida.

4. Cuide da conexão, não só da produtividade

Com 24% dos híbridos relatando solidão diária, segundo a Gallup, a conexão entre as pessoas precisa de espaço na agenda. Crie rituais curtos, como um bate-papo semanal sem pauta de trabalho, e garanta que quem está em casa participe das reuniões em pé de igualdade com quem está na sala.

5. Olhe para a rotina em casa

No home office, a vida pessoal está a um passo da mesa de trabalho. Filhos voltando da escola, pais que precisam de cuidado e pets fazem parte do dia.

O pet merece um olhar específico. Ele precisa de passeios, pausas e, às vezes, de uma consulta no meio do expediente. Uma pesquisa da Wagmo, empresa que vende benefício pet nos EUA (2025, 1.017 colaboradores), mostrou que 75% dos tutores dizem que a saúde do pet afeta diretamente seu estresse no trabalho. E quase 70% relatam produtividade menor quando o animal está doente. São dados dos EUA, mas indicam uma preocupação que também aparece no home office brasileiro.

Algumas ações simples:

  • Flexibilidade de horário para consultas e cuidados, com combinados claros com o gestor.
  • Benefícios que ajudem no cuidado, como telemedicina veterinária 24h, que resolve dúvidas sem a pessoa sair de casa.
  • Política pet friendly nos dias presenciais, quando o escritório permitir. Nos EUA, quase metade dos tutores disse que voltaria mais ao escritório se ele aceitasse pets (Nationwide e Morning Consult, 2021).

O que pode entrar num benefício desse tipo está no guia de benefício pet para colaboradores.

6. Meça com frequência

Use pesquisas de pulso curtas, a cada um ou dois meses, com perguntas sobre clareza, carga de trabalho, conexão com o time e apoio do gestor. Compare os resultados por equipe e por modelo de trabalho. Uma pesquisa de benefícios com o time também ajuda a descobrir o que facilita a rotina de quem trabalha em casa.

Erros comuns no trabalho híbrido

  • Copiar o escritório para o vídeo. Reuniões em excesso cansam mais a distância.
  • Mudar a política sem conversar. Mudanças bruscas nos dias presenciais minam a confiança.
  • Medir só horas e entregas. Engajamento também é conexão e bem-estar.
  • Esquecer que o pacote de benefícios precisa acompanhar o modelo. Um pacote pensado só para o escritório perde valor. Veja como os benefícios flexíveis ajudam nesse ajuste.

Para revisar o pacote como um todo, consulte o guia de benefícios corporativos.

Onde a Budz entra

Para quem trabalha em casa com cachorro ou gato, a Budz oferece telemedicina veterinária 24h, Buddy IA e trilhas de adestramento no celular. É um benefício 100% digital que funciona igual no escritório e no home office. Saiba mais em Budz para Empresas.

Conclusão

O engajamento no trabalho híbrido não depende do número de dias no escritório. Depende de combinados claros, dias presenciais com propósito, gestores preparados e atenção à vida real do time, que inclui filhos, pais e pets. Com pesquisas frequentes, o RH acompanha o que funciona e ajusta antes que o desengajamento vire saída.

Comece revisando o propósito dos seus dias presenciais e a agenda de conversas dos gestores.

Fontes

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Perguntas frequentes

O trabalho híbrido aumenta o engajamento?

Depende de como é gerido. Nos dados globais da Gallup de 2025, 25% dos colaboradores híbridos estavam engajados, acima dos 17% em funções presenciais que não podem ser remotas e abaixo dos 30% totalmente remotos. No Brasil, o Engaja S/A 2025 apontou o modelo remoto ou híbrido como a prática que mais engaja. Regras claras e bons gestores fazem a diferença.

Quantos dias presenciais são ideais no modelo híbrido?

Não existe número ideal para todas as empresas. Segundo a MDS Brasil (2025), 45% das empresas oferecem dois dias remotos por semana. Mais importante do que a quantidade é o propósito: use os dias presenciais para planejamento, integração e trabalho em grupo. Explique ao time o motivo de cada escolha.

Como engajar um time híbrido a distância?

Garanta conversas individuais frequentes entre gestor e colaborador, rituais curtos de conexão e reuniões em que quem está em casa participa em pé de igualdade. Meça o clima com pesquisas de pulso e ajuste com base nas respostas. Olhe também para a rotina em casa, com flexibilidade para cuidados com filhos, pais e pets.

Como o RH pode apoiar quem trabalha em casa com pets?

Com combinados de horário que permitam passeios e consultas, benefícios como telemedicina veterinária 24h e, quando possível, política pet friendly nos dias presenciais. Uma pesquisa da Wagmo (EUA, 2025) mostrou que 75% dos tutores dizem que a saúde do pet afeta seu estresse no trabalho. Apoiar esse cuidado reduz uma fonte de preocupação.

Budz Benefício Pet
Sobre o autor
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Conteúdo para RH e Benefícios

A Budz é um aplicativo brasileiro de saúde e bem-estar pet, com telemedicina veterinária 24h, o assistente de inteligência artificial Buddy IA, gestão de saúde do pet e trilhas de adestramento. Para empresas, é o benefício corporativo pet que une o app completo a planos de saúde pet por reembolso. Mais de 180 mil tutores já usam a Budz.

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